Eu sempre fui controladora. Desde os seis anos questionei meus pais sobre a existência da vida e de porque precisei nascer se todos iriamos morrer. Coisa punk desde pequenina. Sempre fui ansiosa. Antes, lutava contra a ansiedade estudando e dançando. Depois dos 18, comecei a beber cerveja alucinadamente. Depoos passei para o whsky e a vodka. Não cheguei ao alcoolismo por pura casualidade. Quando resolvi ter uma vida mais saúdavel, me alimentar bem e ser, finalmente, adulta começou o meu tormento.
Ter crises de ansiedade e pânico não é fácil meu amigo. Não é nada fácil. Não tem hora pra começar, você simplesmente NÃO CONTROLA o pensamento, e nada pode ser pior para uma CONTROLADORA.
Resolvi escrever aqui as coisas que sinto sobre estas crises que venho tendo desde novembro de 2011, mas que só agora consegui compreender e entender que são crises e que não posso controlar. Mesmo que deseje muito.
Na páscoa, estava com passagem comprada para visitar meus pais. Não consegui subir ao ônibus imaginando que poderia ter uma trombose por ficar 7 horas sentada. Na emergência o plantonista diz que sim, pode ser trombose a dor que tenho na perna, mas não é. Então “fica tranquila e procura um vascular. Toma este remedinho aqui.” Leio a bula do remedinho em fase de teste: uma das reações adversas pode ser ataque do miocardio. Tchau remedinho em fase de teste….
Minha mãe veio me socorrer. Ela acha que devo adotar uma criança, acreditar em Deus. “Mas eu não acredito nisso mãe”… “Então acredite em mim, minha filha”.
Nela eu tenho fé. Nunca me deixou na mão, nunca duvidou de mim, nunca errou demais.
O vascular acha que minha circulação está normal. Não pediu exames. Mandou me exercitar e se quiser tirar as “varicoses” que tenho na perna “é só passar no consultorio da Padre Chagas pois isso é particular”.
Hoje fiz uma visita extra à psiquiatra. Não estou dando conta das limitações que a ansiedade está provocando na minha vida social.
Lá vou eu pro minha terceira pilula 0,25 milgramas do dia. Amém pra mim, este ser humano tão arrogante.
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